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AMPUTAÇÕES

Matéria postada por Éric Elie'l
Data da Matéria 13 comentário(s)


Assisti ao filme “Everest”, a obra retrata o desastre de dois grupos, ocorrido em 1996 quando agências de turismo vendiam serviços com guias para escalar a montanha. Os pacotes vendidos não ofereciam a promessa de chegar ao cume, mas claro que uma vez com o empenho da empreitada os aventureiros viam-se cada vez mais envolvidos e ansiosos com a chegada ao “topo do mundo” – como se referiam.

Havia uma estrutura ótima para auxiliar o processo de subida, isso em comparação com quem tentava o trajeto em pequenos grupos. A empresa oferecia muito oxigênio extra, treinamentos, acampamentos para a aclimatação dos alpinistas e uma equipe que continha médico e monitoramento constante das condições climáticas da maior montanha da terra. Geralmente, quem comprava o “passeio” já tinha experiência na prática do alpinismo, com muitas histórias de escaladas bem sucedidas.


Com o desenrolar da trama e à medida que fui entendendo o desfecho e o porquê de a sinopse citar “desastre”, a minha angústia passou a girar em torno das sequelas que uma experiência traumática pode deixar. Pessoas pelo caminho, pedaços do corpo que precisam ser amputados vítimas do congelamento, a morte de tecidos, uma história de fracasso, o não retorno de um ente querido e a difícil decisão de deixar pelo caminho quem já não tem muitas chances.

E então, constatando a profundidade do famigerado desastre, me flagrei refletindo sobre as amputações a que estamos sujeitos ao longo da história e que apesar de aparentemente não colocarem nossas vidas ao risco físico escancarado, como a experiência de subir o Everest, ainda assim podem oferecer sérios danos à nossa história.

Metaforicamente e se pararmos para pensar, quase todo mundo precisou de cortes para restabelecer a própria felicidade, todos carregamos faltas. Raízes que precisamos romper, cidades sem perspectivas que ficaram para trás, projetos que mesmo com muita insistência não deram retorno.

Amputações são necessárias, não falo da amputação de uma extremidade congelada e sem circulação, mas daquele corte ao que já está morto na nossa história e precisa enfim ser cortado do nosso caminho para que consigamos seguir – não sem trauma – com a própria vida.

Decidir romper com o que não agrega, mas que está conosco há muito tempo, dói. Cortar partes que não causam pulsação, deixar para trás aqueles vínculos que um dia julgamos essenciais para a nossa sobrevivência faz nossa alma despedaçar-se, mas há que se ter coragem de quebrar o próprio coração para seguirmos atrás da felicidade e, até mesmo para alcançá-la, às vezes, precisamos tomar decisões dolorosas.

Deixar ir, dar adeus às companhias debilitantes, entender que aquele parente que mal diz fará falta apenas até que você se acostume sem ele, trocar de profissão quando a mesma sufoca, sair de uma relação que aprisiona. Quando o amor não circula mais por algumas extremidades do nosso ser, precisamos nos despedir daquela parte que um dia ocupou um papel muito importante, mas que hoje precisa nos deixar para que sigamos sem automassacre.

Amputar dores estabelecidas pelos outros, julgamentos descabidos, relações unilaterais, amores não correspondidos, idealizações de uma relação perfeita, dores de sonhos que não se realizaram ou de um talento que não se tem. Amputar a despeito do que digam para dar movimento à vida, para que o sangue e o amor possam circular pelas partes restantes e para que restabeleçamos quem somos, antes que o amargor e a infecção de partes mortas do nosso caminho acabem de vez por matar-nos de depressão.

Por mais que isso tudo te pareça muito dramático, você sabe do que estou falando, todos tivemos nosso momento de corte necessário. Qual é a parte que te falta?

Éric Elie'l , Catarinense, 26 anos, estudante de marketing e apaixonado por tudo que possa tornar a existência mais leve. Observador, gosta de todas as coisas que dizem respeito ao comportamento humano, se interessa por opostos e por dissecar experiências, para extrair não só o que é dito, mas também o que está subentendido. Gosta de avaliar as circunstâncias sob outro ponto de vista, e acredita que escrever é de certa forma materializar o campo de sensações que são as experiências de vida.

7 matérias escritas para o amores possíveis

comentários:


sandrajoy - 22/01/2018 13:33:50
É como podar os galhos secos de uma árvore para que a mesma direcione suas energias para novos galhos frondosos surgirem.

alicia - 21/01/2018 11:54:11
Bom dia! Excelente a matéria! Sim, contar histórias é compartilhar e se reconectar. Vou enviar para as pessoas amadas que também, como eu estão em busca da reconstrução do emocional, trabalho que requer constante elaboração. É vital para mim, pois 'o outro' nos complementa, soma, nos faz rir e chorar, mas tudo vale a pena pois uma andorinha só não faz verão. Sucesso, jovem autor! Obrigada

Andressa - 18/01/2018 21:10:30
Texto incrível. Por mais doloroso que possa ser, a decisão de ser feliz cabe apenas a nós mesmos.

Cila - 15/01/2018 17:27:02
Amputar-se de sentimentos. Nao dos bons. Esses devemos ter sempre um jeito de guardá-los, mantê-los. Escolho os ruins. Aqueles q nao farão falta e q de certa forma ate deixam nossa caminhada mais pesada. Desses, estou livre!

MariaMg - 14/01/2018 14:19:49
Lindo! Também passei por amputações, não de membros mas de sentimentos. Foi muito bom me lembrar que certas amputações são necessárias.

Bruno Tenório - 11/01/2018 16:38:05
Show!

juju - 09/01/2018 20:03:19
Lindo texto. simplesmente lindoooo!

juju - 07/01/2018 22:35:35
Lindo texto, amei!!

mel - 01/01/2018 13:28:02
Sim, muito bom o o texto. O que mostra amadurecimento de quem o escreve. A vida nos impõe mudanças, adaptações,rejeições, partidas, rompimentos, o que pressupõe em tudo, CORAGEM Sonhar com amores ideais, perfeitos e infalíveis, são demonstrações de imaturidade.Permanecer por outro lado com o que ou quem mais não nos convém, é covardia. A vida nos impõe mudanças. adaptações e como bem colocado no texto, dito de outra forma, cortes QUE JÁ SE FAZEM NECESSÁRIOS,sob pena de sua autoestima já estar morta.... Gostei muito do texto e parabens para Eric Elie,l

Nivek - 24/12/2017 14:16:54
Essa matéria caiu como uma luva no momento atual que estou vivendo, obrigado.

Marcela Almeida - 24/12/2017 07:59:21
Parabéns lindo texto!

Nonys - 22/12/2017 00:15:18
Ótimo artigo

Nynna - 21/12/2017 18:48:32
Lindo texto, estou vivendo esse momento...e me redescobrindo.... Por mais doloroso que seja, é libertador. ""Amputar a despeito do que digam para dar movimento à vida""!!



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