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O INTOLERÁVEL DA VIDA

Matéria postada por Éric Elie'l
Data da Matéria 25 comentário(s)


Eu entendo a plenitude, considero inclusive a linearidade das sensações de uma beleza irreparável, algo que de fato não se deve contestar, mas em mim isso segue oscilante demais. Momentos de uma felicidade inegável, de uma luminosidade tocante, como a observação de gente amada reunida, por exemplo, em contrapartida fases de incessante falta de sensações, sem cor, com a palidez desaforada de um triste azulejo branco encrustado na parede de um corredor de hospital.

Não entendo a felicidade constante, não entendo essa ode ao ser feliz o tempo inteiro, quase que como obrigação. Sou cercado de esquinas onde a vida se torna intolerável e isso não se deve ao fato de um olhar pessimista, eu sei olhar ao meu redor e contar todas as minhas bênçãos. Acredito que essa rejeição expectante, que essa intolerância viva venha justamente de tudo o que nos envolve e que pérfido dolorido ou nulo.

Sentir-se infeliz, entristecer-se, passar por uma fase em que a vida se torna intolerável também faz parte da completude que é existir, é no contraste que aprendemos a reconhecer nossas graças, é na intolerância pelo que é atual, por todo o cenário desastroso em que vivemos que aprendemos a reconhecer o que abre a nossa ferida interna.

Quando a vida fica intolerável é justamente quando ela se aprofunda, quando ela invoca a reflexão, quando toca a consciência, quando aflora nossas questões internas. Quando a vida fica intolerável é justamente quando aprendemos sobre nós mesmos, quando administramos a própria solidão, quando identificamos relações debilitantes.

Felicidade é a superfície, é quando o mar perde a profundidade e termina em uma coisa bonita e mansa que chamamos de praia, felicidade é rasa, é a bolha do conforto que criamos a nossa volta, é o que não nos permite ver além da própria felicidade. Felicidade é bonita, é necessária, mas não abre brechas para grandes reflexões.

Por outro lado, o intolerável da vida é quando o mar se aprofunda, é onde o sol não bate, é quando poucos nos suportam, é na negação das profundezas que fazemos bobas entregas superficiais, é na negação do intolerável e do difícil da vida que surgem as relações por conveniência a aceitação da comodidade em detrimento do que se é, os relacionamentos por medo de estar só. É na negação do intolerável da vida que a gente cria artifícios de felicidade momentânea, que alguns se entregam a vícios e às relações descartáveis.

Em contraponto a essa negação eu aprendi a reconhecer que tudo bem se eu for um pouco triste, que faz parte eu zelar pela vida quando esta se torna intolerável, que aplacar dores particulares faz parte da beleza e da completude que é estar aqui, que repensar sobre o meu caminho é o que me leva além e que a contrapartida é uma felicidade consciente, que vem e que sempre virá quando eu souber conhecê-la, ao invés de ficar persenguindo-a com tudo que for superficial demais.

Éric Elie'l , Catarinense, 26 anos, estudante de marketing e apaixonado por tudo que possa tornar a existência mais leve. Observador, gosta de todas as coisas que dizem respeito ao comportamento humano, se interessa por opostos e por dissecar experiências, para extrair não só o que é dito, mas também o que está subentendido. Gosta de avaliar as circunstâncias sob outro ponto de vista, e acredita que escrever é de certa forma materializar o campo de sensações que são as experiências de vida.

12 matérias escritas para o amores possíveis

comentários:

divorciada só - 04/09/2017 10:47:55
SOU FELIZ E CONSIDERO A VIDA COMO UM PRESENTE DE DEUS. JÁ FUI JOVEM, HOJE MADURA. TENHO TIRADO DESSE TEMPO ALEGRIAS EXPERIENCIAS E SABEDORIAS. VEJO QUE EM CADA MOMENTO SURGEM NOVOS AMANHECER E NOVOS HORIZONTES, MOMENTOS SURPREENDENTES E COM ISSO O VIGOR DA ESSÊNCIA DIVINA QUE SEMPRE NOS AUXILIA PRA QUE SERVIMOS DE ESPELHOS AQUELE QUE NÃO QUER NADA DA VIDA...

serena - 03/09/2017 18:39:59
É preciso aprendermos a viver bem com nós mesmo. Buscar Ser parceiro dos nossos momentos dando lhe presentes de uma boa leitura, ou uma caminhada na praia meditar aprender a nos curtir. buscando nos preparar para quando encontrar a pessoa que buscamos poder curtir com leveza . Nada vale viver uma relação, que esta claro que não vale a pena. nada deve ser vivido por simples obrigação. Alto e baixos podem até acontecer, mas se os envolvidos estiverem Imbuídos de verdadeiro sentimento de ficar e ser felizes juntos, tudo e relevante. quando o mar estiver alto, se você não saber nadar e só boia, se souber? Melhor ainda. Se a mare estiver baixa, senta na areia e observa a natureza e/ou conversa sobre amenidades, e tudo fica leve " Rir, rir muito de nada" E muito bom.

Dengo - 28/08/2017 11:42:26
A vida é uma dádiva de Deus, no entanto, é necessário que encontramos obstáculos e recebamos "nãos" pelo caminho para que cresçamos como pessoas e assim atingindo maturidade e sabedoria. Lembre-se a vida é maravilhosa.

Mary65 - 27/08/2017 09:46:32
Texto muito bem escrito, com português correto. Parece refletir uma tristeza profunda, quase depressiva e desencantada com a existência. Dias melhores virão!

maryenn - 22/08/2017 14:53:19
É fato! O crescimento passa pela profundidade da busca do eu.


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